26/03/2020

Profissionais de enfermagem devem denunciar falta de EPI’s nas unidades

Denúncia deve ser feita por meio do canal da Ouvidoria

A Junta Interventora do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) informa que enviou ofício às instituições de saúde do estado orientando os estabelecimentos de saúde a oferecerem segurança aos seus profissionais, em especial aos de enfermagem, para que estes continuem desempenhando suas atividades de forma a contribuir com a recuperação da população.

A melhor maneira de prevenir a infecção pelo novo coronavírus é adotando ações para impedir a propagação desse vírus. Logo, as instituições de saúde devem oferecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) aos profissionais de enfermagem e eles devem ser usados conforme os protocolos estabelecidos.

Falta de EPI’s deve ser denunciada pelos profissionais de enfermagem

Conforme o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução Cofen nº564/2017), artigos 63 e 64, o profissional de enfermagem tem o direito de desenvolver suas atividades em condições de trabalho que promovam a própria segurança e da pessoa, família e coletividade sob os seus cuidados, além de recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ou equipamentos de proteção individual e coletiva definidos na legislação específica.

Dessa forma, o Coren-MA orienta que qualquer descontinuidade na disponibilização de EPI’s nas instituições de saúde para os profissionais de enfermagem, estes devem formalizar denúncia junto ao Coren-MA, por meio da sua Ouvidoria (clique aqui), e a mesma será encaminhada aos órgãos competentes para que sejam tomadas as devidas providências.

Abaixo, algumas informações úteis aos profissionais de enfermagem:

  • Aos profissionais que participarão de atendimento de casos suspeitos, deve ser ofertado treinamento adequado sobre técnicas de precaução padrão;
  • Utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados e higienizar as mãos antes e após colocar e retirar os EPI’s.
  • Procedimentos urgentes e não urgentes devem ser adiados, sempre que possível;
  • Usar álcool gel 70% para higienização das mãos, na ausência de água e sabão;
  • Evitar levar as mãos ao contato de nariz, olhos e boca antes de fazer uma higienização prévia;
  • Limpar com frequência superfícies, equipamentos, estações de trabalho e áreas de contato coletivo;
  • Orientar pacientes e acompanhantes quanto a importância da higienização frequente das mãos;
  • Manter-se informado, buscando sempre informações em órgãos oficiais;
  • O provimento de insumos aos profissionais deve ser reforçado pelos serviços de saúde.