03/12/2018

Profissionais e acadêmicos do Maranhão apresentam trabalhos no 21º CBCENF

O 21º CBCENF reuniu acadêmicos, profissionais e entidades importantes para discutirem sobre a valorização profissional.

Durante o 21º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), ocorrido em Campinas, São Paulo, estudantes e profissionais de enfermagem do Maranhão apresentaram trabalhos científicos ao longo dos 5 (cinco) dias de evento. Confira:

A professora da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) de Caxias, Maria Edileuza, apresentou dois trabalhos: “O cuidado com a fistula arteriovenosa sob a perspectiva do paciente em hemodiálise intermitente”, abordando a perspectiva dos pacientes, no qual identificou que quanto maior o tempo de tratamento, mais amplo é o conhecimento sobre os cuidados, e sobre o “Clima de segurança segundo os domínios do Safety Atitudes Questionnaire”, onde identificou que os profissionais de enfermagem apresentam o domínio de satisfação do trabalho e percepção do estresse altos.

O acadêmico de enfermagem Kemps Alhadef, também apresentou dois trabalhos, um sobre “A vulnerabilidade da assistência de enfermagem na atenção básica” e outro sobre “Os cuidados do enfermeiro hipertensos na unidade básica de saúde”. O primeiro baseou-se na regionalização das políticas públicas. Levando em consideração o meio em que a UBS está inserida, implementando inovações no intuito de melhorar a assistência. Já o segundo trabalho, baseou-se na educação continuada após a identificação de fatores de risco.

A acadêmica de enfermagem Sonia Pantoja, da Unifacema Caxias, apresentou dois trabalhos onde abordava “Controle do câncer de mama através do rastreamento organizado na estratégia de saúde da família” e também “Contribuições das características sociodemográficas no rastreamento do câncer de mama”. O primeiro tema analisou as ações de rastreamento organizado na atenção primária para a prevenção e controle dos índices de morbimortalidade do câncer de mama. Já o segundo trabalho observou as características sociodemográficas e as suas implicações para o rastreamento do câncer de mama.

A também acadêmica do curso de enfermagem da Unifacema Caxias, Maria das Dores, falou sobre o “Desenvolvimento e avaliação de aplicação para dispositivos móveis no ensino da práxis técnicas de enfermagem” onde os dados mostram que a internet é um meio importante para melhorar a prática do ensino e da assistência de enfermagem; e também sobre o “Uso de álcool e outras drogas associados ao risco de infecções sexualmente transmissíveis entre caminhoneiros” e observou que os caminhoneiros são suscetíveis as infecções sexualmente transmissíveis, mediante o baixo nível de escolaridade e a falta de conhecimento sobre as doenças aliado a ingestão de álcool.

A aluna da Uema de Caxias, Marianna Sousa, apresentou os trabalhos “Análise da percepção do clima de segurança do paciente segundo a categoria profissional de enfermagem” e percebeu que é necessário que as instituições de saúde implementem uma cultura de segurança, assim como adotem estratégias de gerenciamento de riscos; e também a “Política nacional de segurança do paciente: oficinas com profissionais de Enfermagem” onde identificou a necessidade de fomentar a reflexão crítica acerca da temática, já que é pouco abordada nas academias e escolas profissionalizantes.

Anna Beatriz, também aluna da Uema Caxias, abordou os temas  “Identificação de dano cromossômico em células esfoliadas da mucosa do colo uterino com o teste de micronúcleos” onde observou que o teste de micronúcleos é eficaz no rastreamento precoce de mulheres em risco de desenvolvimento do câncer cervical; e “Medidas de prevenção de infecções relacionadas a assistência à saúde praticadas pela enfermagem”, destacando a importância do profissional de enfermagem na prevenção e controle das IRAS, já que cuidam diretamente do paciente, manipulando equipamentos e medicações.

A Enfermeira e Conselheira Efetiva do Coren-MA, Jeane Matos, abordou o tema “Assistência de enfermagem ao paciente com acidente vascular encefálico (AVC/AVE)” e esclareceu que os cuidados da enfermagem auxiliam na prevenção das complicações, promovendo readaptação e satisfação das necessidades humanas básicas, e a máxima independência na realização das atividades da vida diária.