15/09/2017

Doação de órgãos é tema de sessão especial na Assembleia Legislativa

Coren-MA participou da sessão solene
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Representantes discutiram a importância da doação de órgãos

O Dr. Jhonny Marlon Campos Sousa, presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA), e a conselheira Dra Lucidalva de Andrade Ribeiro da Silva participaram, na última quarta-feira (13), de uma sessão especial no plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão sobre a campanha ‘Setembro Verde’, que sensibiliza e conscientiza a população sobre a doação de órgãos e tecidos.

A sessão foi proposta e realizada pela deputada Valéria Macedo (PDT) e contou com a participação de representantes de instituições como a Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos no maranhão (CNCDO-MA), do Hospital Universitário da UFMA – HUUFMA e da Fundação Josué Montelo além de estudantes da Faculdade Estácio de Sá e profissionais de enfermagem.

Durante o evento, a deputada Valéria Macedo ressaltou a importância do diálogo com a família, para a doação. “Provocar a conversa sobre esse tema em família é a melhor forma de incentivar as pessoas à comunicarem sua vontade e dessa forma os familiares tenham mais segurança e clareza no momento de decidir sobre a possível doação de órgãos de um ente querido”, disse.

Para o presidente do Coren-MA, é de fundamental importância a mobilização dos profissionais de saúde na campanha Setembro Verde. “Existem muitos mitos e informações desencontradas sobre o assunto que acabam fazendo com que os familiares se fechem para essa opção no momento do luto. Por isso, enquanto profissionais, devemos contribuir para conscientizar e incentivar a postura pró-ativa dos familiares para que eles possam ajudar a salvar vidas”, ressaltou.

Já a coordenadora da Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos no maranhão (CNCDO-MA), Maria Inês Oliveira, ressaltou que há uma defasagem entre os números de transplantes realizados e a necessidade de pessoas que esperam por uma doação de órgãos. Por isso, a importância dessa campanha para garantir que mais pessoas tenham uma segunda chance por meio do transplante de órgãos.

Doação

O transplante de órgãos pode ser feito por doadores vivos ou falecidos. O  doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea. Já o potencial doador falecido é o paciente em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral) e que tenha a autorização da família para a doação de órgãos.

Os familiares do paciente são entrevistados por uma Equipe de Captação de Órgãos, a qual solicita a doação. Somente após a assinatura do Termo de Doação de Órgãos e Tecidos, pelos familiares, ocorre a doação. Por isso, a importância de manifestar em vida o desejo de ser doador para os familiares. Não é necessário qualquer registro em nenhum documento. O mais importante é comunicar a vontade de ser doador.

 

 

Fonte: ASCOM Coren-MA com informações da Assecom/ Dep. Valéria Macedo