15/04/2019

Coren-MA e Secretaria de Saúde discutem o uso da Benzetacil para a enfermagem

A benzilpenicilina benzatina é o único medicamento capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita.

A atuação do profissional de enfermagem com a administração da benzilpenicilina benzatina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Maranhão em relação ao tratamento da sífilis na gestação, foi discutida, na manhã desta segunda-feira (15), na sede do Conselho Regional de Enfermagem do Estado. Na reunião, estavam presentes a secretária da Junta Interventora do Coren-MA, Kheila Passos, a coordenadora de fiscalização Juliana Rolim, a enfermeira e técnica do Departamento de IST /HIV/Hepatites da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maria do Amparo Cardoso e Luís Saulo Sousa, apoiador estadual do Ministério da Saúde.

“Como a maioria dos profissionais que atendem na Atenção Primária são da enfermagem, o Coren-MA foi procurado para desenvolver junto ao Governo do Estado um plano de combate a sífilis, e decidimos proporcionar à nossa categoria uma roda de conversa sobre o assunto”, explicou a secretária Kheila Passos.

Em nota técnica emitida pelo Conselho Federal de Enfermagem, “na ausência do médico na Unidade Básica de Saúde não configura motivo para não realização da administração oportuna da penicilina benzatina por profissionais de Enfermagem”. A Benzetacial é o único medicamento comprovadamente capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita”.

Para Luís Sousa, responsável pelo Projeto Interfederativo de Resposta à Sífilis nas Redes de Atenção (Sífilis Não), é “de suma importância a participação do Coren-MA, para que possa estar fortalecendo ainda mais o projeto à toda população. Atualmente, o Maranhão concentra mais de 60% dos casos, com três municípios prioritários: São Luís, Paço do Lumiar e Timon”, explicou Saulo.

“Dentro de cinco anos, houve um crescimento da doença muito significativo no Maranhão. Por isso, estamos somando esforços, vendo os atores envolvidos para a construção de uma linha de ação, de modo a reduzir os casos de sífilis em gestantes, sífilis congênita e sífilis adquirida no estado”, destacou Maria do Amparo.